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Pelo 3º ano consecutiva, “Juntos pela Europa” celebram o dia da Europa

Faro, 17 Maio 2014

Dia 9 de maio, dia da Europa. À noite, na catedral de Faro, noite de oração, integrada na iniciativa “Juntos pela Europa”. Um evento que se realiza pelo terceiro ano consecutivo.


Oração ecuménica, com a presença de alguns líderes religiosos e a participação de muitos membros de diversas igrejas cristãs presentes no Algarve. Mais de duzentas pessoas, unidas todas na mesma fé cristã e num mesmo objetivo de pedir a ajuda de Deus para o projeto duma Europa unida e solidária.
Este ano particularmente para lembrar e viver o “Sim à Solidariedade”, num gesto simbólico de oferecer alguns alimentos, a serem distribuídos por pessoas carenciadas da nossa cidade.

Presidindo à cerimónia, o Rev.mo Bispo D. Manuel Quintas, o Pe. Oleg da Igreja Católica de rito bizantino, o Pe. Ioan da Igreja Ortodoxa Romena, o Reverendo Lars da Igreja Anglicana e o Pe. Hans Hullweg da Igreja Evangélico-luterana. Presentes ainda inúmeros sacerdotes católicos.
Foi grato ver a presença de algumas personalidades representantes de instituições civis, a saber: Vereadora da Câmara Municipal de Faro: Dra. Teresa Correia; e Diretora Regional da Cultura, Dra. Alexandra Rodrigues Gonçalves.

E o Sr. Bispo do Algarve, tomando a recente Nota Pastoral, da CEP (“Votar por uma Europa melhor”), como um desafio a aproveitarmos, conscientemente, as próximas eleições para o Parlamento Europeu, sublinhou que a “multiplicação de pães” de que a Europa precisa hoje é o alimento dos valores e da cultura cristã. Respigamos aqui dois excertos da sua reflexão:

“A Europa é muito mais do que um espaço geográfico. É uma comunidade de ideais e valores, para a qual muito tem contribuído a fé cristã ao longo dos séculos. O ressurgir do ideal europeu, no rescaldo de duas guerras mundiais que tiveram origem no nosso Continente, em boa parte foi obra de líderes políticos cristãos. Tem-se dado a evolução de um mercado comum ou de uma comunidade económica para o ideal de uma união europeia, que atualmente congrega 28 Estados. Estes encontram na Europa a sua casa comum, comprometidos na construção de um projeto de civilização, orientado por critérios de paz e justiça social, de liberdade religiosa, de diálogo cultural e solidariedade, a nível interno e com a comunidade de todos os outros povos e nações. Numa visão realista do nosso Continente, dinamiza-nos a esperança de uma Europa melhor, em que seja salvaguardada a vida humana desde a conceção até à morte natural (…) precisamos de políticos responsáveis e competentes…”

E se a desalento nos invadir, perante a enormidade da tarefa, lembremos os cinco pães e os dois peixes que mataram a fome a cinco mil pessoas: “É um sentimento comum experimentar a distância entre o nosso voto e as suas consequências práticas. Além disso, a Europa pode parecer uma entidade estranha, que está para além das nossas fronteiras e não nos diz diretamente respeito. Por vezes, a onda de descrédito que atinge alguns sectores políticos é tendenciosamente generalizada. Estas eleições, que marcarão o futuro da União Europeia nos próximos anos, devem ser encaradas como um momento privilegiado para colaborar na construção de uma Europa melhor”.

A segunda parte da celebração foi de oração. Preces ecuménicas. Preces que tiveram como objetivo fundamental os pobres. Todos os tipos de pobreza: a pobreza material (40 milhões de pessoas, ou seja, 8% da população europeia, ainda tem graves carências de bens essenciais à dignidade humana); a pobreza de amor (os cristãos têm esta dívida para com a humanidade, a dívida do amor); a pobreza de esperança (e é preciso semear sementes de esperança); a pobreza de acolhimento (a Europa tem o dever de acolhes os povos que buscam uma vida melhor dentro das suas fronteiras); a pobreza da solidariedade (solidariedade intergeracional, mediante formas de segurança social, que torne a sociedade mais fraterna); a pobreza dos fracos e indefesos (é preciso um acréscimo de amor para a defesa da vida e para a dignidade dos idosos); a pobreza da reconciliação (que passa pela amnistia de coração e pela pacificação dos conflitos).

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